Idade, que é tempo decorrido de vida
desde o nascimento até uma referente data.
Intensa idade,
tempo febril que me deixei iludir.
Guiada pelas fraquezas da carne,
desperdicei minha energia vital.
Isso me trouxe dor, intensa dor.
Pois não sabia distinguir
as dores sábias das desnecessárias.
O tempo decorreu, e a intensa idade passou.
E com ela levou a febre e a dor, deixando a sabedoria.
E a sabedoria me trouxe a eternidade,
que não tem início nem fim.
Essa eterna idade...
Que é avesso da carne, que é energia em
movimento e transformação,
que é atemporal.
Eterna idade... avesso da carne.
Na intensidade dos ciclos,
morro e renasço na minha eternidade.
Bárbara Ramos
terça-feira, 26 de junho de 2018
Amor, arte e café
Ca-Fé pra toda vida!
E o amor? Continua um enigma...
Ah, os mistérios desse amor enigmático.
Não sei se decifro, não sei se devoro.
Deveras..
Decifra-me por cada verso, leia-me a alma,
consuma-me em gesto...
E que se dispersem as entrelinhas
deste enigma tão intenso...
Vamos brincar de fusão,
nos encontrar nessa confusão...
Emaranhada de afagos.
Vamos brindar e brincar
com os pensamentos e seus entrelaces,
vamos dançar sob a luz da lua e descobrir
caminhos novos nos labirintos do sentir,
vamos compor, vamos vivenciar e vamos sorrir,
de mãos dadas na chuva, e um novo tempo por vir...
Me entrego aos seus ponteiros
e brindo a vida ao seu lado...
Entre caminhos e sonhos,
seguimos conectados pelas trilhas do tempo e do destino,
cultivando caminhos e sorrisos solares.
Descobrindo sentidos, sentimentos e êxtases...
Ca-Fé pra toda vida!
E o amor, continua um enigma?
Vem e desvenda minh’alma.
Juan Luís e Bárbara Ramos
sexta-feira, 8 de junho de 2018
Sem data para que seja eterno...
Porque desejo,
Porque sopra em meu corpo seu hálito,
Porque na labareda de seu olhar piso num
labirinto.
E perco-me de meus limites
Limitando a fechar os olhos.
E o olhar da alma,
Faz-se então infinito...
Porque desejo,
Porque sinto, porque vivo.
Porque amo!
Amo as estrelas,
Mas as cadentes me sufocam,
A alma, o corpo, a mente.
Numa explosão que ultrapassa os limites
humanos,
Despertando valores insanos.
Ricardo Aquino e Bárbara Ramos
Visão
“A visão é limitada por uma dupla
fronteira: a luz intensa que cega e a escuridão total.”
(Milan Kundera - A Insustentável Leveza do Ser)
O que há entre os extremos?
VER, CRER, VIVER,
A IMENSIDÃO DO SER...
Quando limpar o corpo,
Quando lavar a alma.
Ser quem.
Não machucar alguém.
Acender as luzes e
desnudar a alma.
O que é a verdade?
Uma incondicionalidade?
Viver dentro da verdade será viver em si?
Sem público, sem fim...
2013
2013
quinta-feira, 7 de junho de 2018
A Balada Da Bailarina Torta
A bailarina que bailava a procura de seu amor, se olhou no
espelho, se viu e se enxergou...
E ao se enxergar em toda sua nudez, se viu sem sua dança,
sem sua magia, sem calor, sem amor.
A bailarina chorou... E depois de tanto chorar, viu também o seu
desejo se entortar... entortar... e se emaranhar.
No emaranhado dos seus tortos e torpes desejos e segredos a
bailarina se encontrou!
A bailarina se encontrou?
Mas como pode alguém se encontrar em meio tantas máculas?
A bailarina que bailava até o sol se pôr, se encontrou através das
dores das suas desonras.
A bailarina já não parecia mais tão torta assim.
A bailarina que dançava quando o Sol adormecia, passou a
dançar ao nascer do dia, sem medo da luz, sem medo do vento,
sem mais tormentos, sem medo da sua nudez.
A bailarina que dançava à luz do dia, olhou-se no espelho e se
despediu da solidão que tardia, partia.
Bárbara Ramos (2013)
Sílvio Zatti
espelho, se viu e se enxergou...
E ao se enxergar em toda sua nudez, se viu sem sua dança,
sem sua magia, sem calor, sem amor.
A bailarina chorou... E depois de tanto chorar, viu também o seu
desejo se entortar... entortar... e se emaranhar.
No emaranhado dos seus tortos e torpes desejos e segredos a
bailarina se encontrou!
A bailarina se encontrou?
Mas como pode alguém se encontrar em meio tantas máculas?
A bailarina que bailava até o sol se pôr, se encontrou através das
dores das suas desonras.
A bailarina já não parecia mais tão torta assim.
A bailarina que dançava quando o Sol adormecia, passou a
dançar ao nascer do dia, sem medo da luz, sem medo do vento,
sem mais tormentos, sem medo da sua nudez.
A bailarina que dançava à luz do dia, olhou-se no espelho e se
despediu da solidão que tardia, partia.
Bárbara Ramos (2013)
Sílvio Zatti
sábado, 2 de junho de 2018
Desejo Cibernético
Caminhei pelo contorno dos seus lábios,
meticulosamente desenhados...
Brinquei entre cada fio da sua barba,
buscando descobrir as delícias do seu perfume.
Afoguei-me em meu suor e desejos,
solitariamente meus.
E guardei-os,
só pra mim.
E quando acordei no mundo real...
você ainda pertencia
somente ao mundo virtual.
AH! OS RELÓGIOS
Amigos, não consultem os relógios
quando um dia eu me for de vossas vidas
em seus fúteis problemas tão perdidos
que até parecem mais uns necrológios...
Porque o tempo é uma invenção da morte:
não o conhece a vida - a verdadeira -
em que basta um momento de poesia
para nos dar a eternidade inteira.
Inteira, sim, porque essa vida eterna
somente por si mesma é dividida:
não cabe, a cada qual, uma porção.
E os Anjos entreolham-se espantados
quando alguém - ao voltar a si da vida -
acaso lhes indaga que horas são...
Mário Quintana
Lua Cheia
Escreve uma poesia
porque hoje é lua cheia.
Lua cheia, de todo, de tudo
que habita em mim.
Lua...
Cheia de mistérios, cheia de saudade,
cheia de vontade...
De ser lua,
de ser cheia felicidade,
de ser cheia eternidade: Eterna idade.
De ser cheia e inteira,
Encheu-se de momentos, sentimentos, de outros e outrora;
de agora.
Encheu-se de metades, de inteiros... de SER.
Lua Cheia.
ABRIL/2009
porque hoje é lua cheia.
Lua cheia, de todo, de tudo
que habita em mim.
Lua...
Cheia de mistérios, cheia de saudade,
cheia de vontade...
De ser lua,
de ser cheia felicidade,
de ser cheia eternidade: Eterna idade.
De ser cheia e inteira,
Encheu-se de momentos, sentimentos, de outros e outrora;
de agora.
Encheu-se de metades, de inteiros... de SER.
Lua Cheia.
ABRIL/2009
Eles não me reconhecem
Essa noite ela teve um sonho.
E lhe foi dada a oportunidade de voltar ao passado.
E quando lá chegou, pode rever todos aqueles que no presente não estão ao seu redor.
Ela sentiu o amor e a saudade, mas se deparou com um fato, à ela inesperado.
Naquele passado sonhado, eles não a reconheciam, nem mesmo sua mãe à reconhecia, era como se nunca tivessem lhe conhecido.
Sentiu profunda tristeza e pensou: "Eu estou aqui para consertar os meus erros, posso fazer tudo diferente, por que não me reconhecem, sou eu que estou aqui! Por que não me reconhecem?"
A oportunidade sonhada se tornou pesadelo, angústia e rejeição.
Enquanto chorava, a voz anônima a consolava... "Eles não te reconhecem porque por mais que você tenha conseguido voltar até aqui, já não é mais a mesma pessoa."
Acordou com os pés no presente e a certeza de que o passado é intocável.
E lhe foi dada a oportunidade de voltar ao passado.
E quando lá chegou, pode rever todos aqueles que no presente não estão ao seu redor.
Ela sentiu o amor e a saudade, mas se deparou com um fato, à ela inesperado.
Naquele passado sonhado, eles não a reconheciam, nem mesmo sua mãe à reconhecia, era como se nunca tivessem lhe conhecido.
Sentiu profunda tristeza e pensou: "Eu estou aqui para consertar os meus erros, posso fazer tudo diferente, por que não me reconhecem, sou eu que estou aqui! Por que não me reconhecem?"
A oportunidade sonhada se tornou pesadelo, angústia e rejeição.
Enquanto chorava, a voz anônima a consolava... "Eles não te reconhecem porque por mais que você tenha conseguido voltar até aqui, já não é mais a mesma pessoa."
Acordou com os pés no presente e a certeza de que o passado é intocável.
Meu Nome é Mulher - Ricardo Aquino
Meu nome é Mulher, sem status de deusa,
distante, anos luz, do produto que me querem!
Meu nome é Mulher e danço com universo:
que para tantos é antimúsica!
Nada podem contra meu olhar: eu gero!
Do meu corpo nascem os sonhos!
Os filhos que me tomam as vestes,
que me desnaturalizam em imagens poluídas,
romperam de minhas entranhas mais límpidas!
Meu nome é Mulher, mas bem poderia ser Homem
que todos são de mim cria e imaginários!
Na busca de ser o que eu não entendo
tentei ser criadora e criatura, tentei ser fantasia,
tentei ser uma modelo da hipocrisia,
mas meu nome é mulher
e se inscreve com grafias absurdas.
Meu nome é Mulher, meu nome é Mãe,
meu nome qualquer é meu nome Minério:
tenho minha essência de cores,
todas as formas se projetam dos meus olhos,
todos os dias nascem da minha alma
e resistem ao canto da minha noite.
Meu nome é Mulher! Meu corpo é sagrado
com suas dobras e rugas e excessos e curvas
nunca acentuadas pela fragilidade da moda.
Meu nome é Mulher!
Meus pés não conhecem as fronteiras,
não conhecem as nações, não conhecem esses hinos.
A minha estrada segue de mim para o horizonte,
meu tempo não admite ausência.
Meu nome não é aparência.
Meu nome é mulher!
Mas podem chamar-me de Ventre!
Mas podem adorar-me Vida!
distante, anos luz, do produto que me querem!
Meu nome é Mulher e danço com universo:
que para tantos é antimúsica!
Nada podem contra meu olhar: eu gero!
Do meu corpo nascem os sonhos!
Os filhos que me tomam as vestes,
que me desnaturalizam em imagens poluídas,
romperam de minhas entranhas mais límpidas!
Meu nome é Mulher, mas bem poderia ser Homem
que todos são de mim cria e imaginários!
Na busca de ser o que eu não entendo
tentei ser criadora e criatura, tentei ser fantasia,
tentei ser uma modelo da hipocrisia,
mas meu nome é mulher
e se inscreve com grafias absurdas.
Meu nome é Mulher, meu nome é Mãe,
meu nome qualquer é meu nome Minério:
tenho minha essência de cores,
todas as formas se projetam dos meus olhos,
todos os dias nascem da minha alma
e resistem ao canto da minha noite.
Meu nome é Mulher! Meu corpo é sagrado
com suas dobras e rugas e excessos e curvas
nunca acentuadas pela fragilidade da moda.
Meu nome é Mulher!
Meus pés não conhecem as fronteiras,
não conhecem as nações, não conhecem esses hinos.
A minha estrada segue de mim para o horizonte,
meu tempo não admite ausência.
Meu nome não é aparência.
Meu nome é mulher!
Mas podem chamar-me de Ventre!
Mas podem adorar-me Vida!
sexta-feira, 1 de junho de 2018
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